domingo, 6 de agosto de 2017

Cinema brasileiro no Festival de Locarno 2017

As Boas Maneiras (Juliana Rojas e Marco Dutra, 2017
(Competição Oficial)

Severina (Felipe Hirsch, 2017)  
(Secção Cinéastes du présent)

Era uma Vez Brasília (Adirley Queirós, 2017) 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Comentário: Um Lugar ao Sol (Gabriel Mascaro, 2010)

Os realizadores, principalmente os documentaristas, poucas vezes dão voz aos privilegiados. Gabriel Mascavo, sempre surpreendente, fez um filme sobre os moradores das coberturas, os apartamentos que ficam no topo dos edifícios, sinal de riqueza e de status. Os poucos moradores de coberturas que aceitaram ser entrevistados falam com evidente orgulho dessa sua situação privilegiada e quase sempre relacionam-na com o mérito individual. Muito interessante. Porto FBAP 3/5

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Comentário: View From the Top (Bruno Barreto, 2003)

View From the Top tem um elenco incrível (Gwyneth Paltrow, Christina Applegate, Mark Ruffalo, Candice Bergen, Kelly Preston, Mike Myers) mas totalmente desaproveitado por um argumento (estreia de Eric Wald) e por uma realização medíocres. Bruno Barreto fez uma série de filmes nos EUA, onde viveu durante alguns anos, mas aparentemente nenhum deles ficou para a história. Quando regressou ao Brasil, a criatividade voltou a manifestar-se (gostei de Flores Raras, por exemplo). View From the Top conta a história de uma jovem provinciana (Gwyneth Paltrow) que ambiciona ser uma hospedeira de topo e consegue-o. VC 2/5

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Comentário: Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)

Aquarius é o meu filme preferido de 2016. Sónia Braga (no seu melhor desempenho no cinema) é Clara e vive pacificamente a sua reforma no seu apartamento com vista para o mar de Recife. Mas o seu prédio vai ser demolido, Clara torna-se o único inquilino e vai oferecer resistência e luta à especulação imobiliária. É um filme de personagem, em que esta anima o curso dos acontecimentos. Gosto desse tipo de filmes. E Aquarius é excelente ao dar todo o espaço e protagonismo a Clara, que foi crítica musical nos gloriosos e também combativos anos 70. Paris 5/5

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Comentário: Não Devore o meu Coração (Felipe Bragança, 2017)

O que eu mais gosto deste filme é a sua ambição. Quer ser grande, quer ir mais além. Parte de uma história surrada, a de Romeu e Julieta (adolescentes como os personagens de Shakespeare), cujas famílias se odeiam. Essa animosidade assume neste filme uma herança secular que opõe os brancos brasileios aos índios paraguayos na zona de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O filme fica aquém da sua ambição, mas sobram cenas impressionantes, como as passadas no rio ou na estrada entre os motoqueiros. Paris 3,5/5

terça-feira, 27 de junho de 2017

Comentário: Outro Sertão (Documentário, 2013)

Guimarães Rosa, antes de ser conhecido como (grande) escritor, foi diplomata em Hamburgo, Alemanha, durante alguns anos a partir de 1938. Escreveu muito sobre o que gostou e não gostou na Alemanha, mas com a guerra teve de sair do país, não sem antes ajudar muitos judeus a passar a fronteira. Outro Sertão, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, encontra o tom justo, entre depoimentos, escritos do escritor e imagens de amadores da época para falar de tão fascinante assunto. Bom 3/5

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Comentário: Beatriz (Alberto Graça, 2015)

Para escrever contos para uma revista portuguesa e em seguida um romance para um editor espanhol, Marcelo (Sérgio Guizé), um jovem escritor, envolve a sua mulher (Marjorie Estiano) em jogos eróticos que são a fonte da sua inspiração. Filme interessante mas não inteiramente bem resolvido, com excelentes interpretações dos protagonistas (menos bons são os portugueses Beatriz Batarda e Luis Lucas). E Lisboa é filmada como uma cidade erótica como ainda não tinha visto antes. O spot mais erótico parece ser o eléctrico 28... Paris 3/5