quinta-feira, 3 de julho de 2014

50 ans du putsch : cinéma brésilien et dictature

No cinema parisiense La Clef, uma pequena mostra intitulada 50 ans du putsch : cinéma brésilien et dictature, permite ver três filmes clássicos brasileiros: Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha, Eles Não Usam Black-Tie (1981) de Leon Hirszman e Cabra Marcado para Morrer (1983) de Eduardo Coutinho.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Fernando Belens: Pau Brasil (2010)


Com atraso de vários anos, estreou esta semana o filme Pau Brasil, primeira obra realizada por Fernando Belens. É um bom filme sobre a solidão e a opressão social numa aldeia isolada do interior do Brasil. A violência doméstica e entre vizinhos surge da situação de grande frustração e isolamento da comunidade. A fotografia e a música são muito boas, pois ajudam a criar a atmosfera peculiar da história contada.

Visto em Salvador (Espaço Itaú, 2014). Nota: 6/10

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Emílio Domingos: A Batalha do Passinho (2013)


Um bom documentário sobre o passinho, uma dança de rua praticada desde há 10 anos, e que se insere na cultura funk carioca que tem mais de 40 anos. É uma dança masculina viril e rápida surgida para seduzir as meninas, que também dançam mas em muito menor número. O passinho é a imagem da juventude da periferia do Rio. Com o tempo a visibilidade desta prática trouxe a profissionalização, mas para muito poucos.
Estreou no Rio a 11 de outubro de 2013.

A Batalha do Passinho (2013)
6/10

Marcos Bernstein: Meu Pé de Laranja Lima (2012)


Meu Pé de Laranja Lima, romance de José Mauro de Vasconcelos, publicado em 1968, foi um inesperado sucesso internacional na época, tendo marcado várias gerações de jovens em Portugal.
O romance foi agora adaptado ao cinema por Marcos Bernstein, que assinou o argumento dos primeiros filmes de Walter Salles, e estreou em França em agosto de 2013. Recebeu o título francês Mon bel Oranger e é exibido na versão original com legendas.
Já existia uma adaptação cinematográfica deste clássico da literatura juvenil, datada de 1970, e realizada por Aurélio Teixeira. Foram feitas também três telenovelas baseadas na obra.
È uma boa adaptação mas ilustrativa, com todos os limites que isto traz.

Meu Pé de Laranja Lima (2012)
Paris     6/10

Carlos Diegues: Quilombo (1984)


Co-produção entre o Brasil e a França, conta a fascinante história do quilombo dos Palmares, em Pernambuco, Brasil. Foi o maior quilombo da história do Brasil. Quilombo era um território para onde fugiam os escravos e onde viviam livres, desafiando o poder colonial português. Nos Palmares surgiram mitos como Ganga Zumba e Zumbi, personagens centrais deste filme. Um filme que teve uma produção atribuladíssima, com uma rodagem de pesadelo, segundo li. Mas resultou finalmente num bom filme.
Adorei ver atores como Vera Fischer, Zezé Motta, Maurício do Valle (imortal cangaceiro de Glauber) ou Grande Otelo. Participam também dois nomes da música brasileira: o soul man Toni Tornado e o grande sambista João Nogueira.
As músicas (enfim, toda a banda sonora), de Gilberto Gil, tornaram-se clássicos da MPB.

Quilombo (Brasil, 1984)
Cinemateca Francesa, 2013
7/10

Leon Hirszman: São Bernardo (1971)



Em outubro (2013) a Cinemateca Francesa apresentou dois filmes do cinema novo brasileiro, ambos de Leon Hirszman (1937-1987), um dos expoentes desse movimento. Foram exibidos Megalopolis (1973), uma curta-metragem, e São Bernardo (1971), adaptação do romance homónimo de Graciliano Ramos. Tanto o romance como o filme são hoje considerados clássicos da cultura brasileira.

São Bernardo (1971)
Cinemateca Francesa, 2013
7/10

Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, filme brasileiro estreia em Portugal


Estreou, a 26 de Setembro de 2013, nas salas portuguesas, um filme brasileiro, Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo (2009), realizado por Karim Ainouz e Marcelo Gomes. São dois dos mais importantes realizadores brasileiros da nova geração. De Karim Ainouz tinha estreado em Portugal em 2004, Madame Satã (2002).
O filme foi eleito o Melhor Filme no Festival du Cinèma Brésilien de Paris e ganhou o Troféu Redentor da Melhor Direção e Fotografia no Festival Internacional do Rio de Janeiro. Chega com muito atraso às salas portuguesas, mas chega, o que já é muito bom.